segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O meu labirinto. E o seu.

São engraçados os caminhos que se moldam sozinhos. Mais engraçados ainda são os caminhos que nós mesmos fazemos. O amor ou a falta dele, o interesse ou a falta dele, o medo ou a falta dele... tudo isso nos influencia sem notarmos até a cara quebrar, até a ficha cair.
Eu disse engraçado? Acho que a palavra não era essa. Talvez "trágico" se encaixe melhor.
Como pode o poder da palavra ser tão absurdo quanto a insignificância da mesma? Eu me lembro de ter dito "eu te amo" sem sentir nada e agora, mesmo sem dizer, sinto. Você se lembra de ter ouvido o adeus e ter a sensação de que o mundo caiu sobre a sua cabeça e agora ouve o choro sem sentir nenhuma palpitação no coração. Ambos tiveram o clássico medo de perder para os melhores mas continuaram caminhando até o prêmio idealizado. Todos os planos juntos fugiram dos dois e isso fez com que os planos individuais se perdessem entre os outros. Estranhamente, os sentimentos também se confundiram e agora nem sabem mais se definir.
Diante das mudanças, procuram se consolar aqui ou alí, mas... espera aí! Não é que o futuro tem uma carta na manga?! A vida jogou um pra lá, o outro pra cá e eles ainda têm objetivos, mas não fazem a mínima idéia de como chegar lá. Agora ele consola ela, ela consola ele e, mais uma vez, a confusão está feita. É mais um trágico caminho à ser seguido.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Conforme-se

Enfiei as mãos de unhas bem feitas dentro do guarda-roupa, tirei todos os vestidos e estendi-os na cama. Um mais belo que o outro. Escolhi aquele que poderia ser usado tanto em um piquenique quanto em uma festa de reveillon. Ao invés de meia, fiquei uma hora embaixo do chuveiro. Levei pra cabeça o shamppo mais cheiroso, o condicionador que dá no cabelo um efeito de sereia. Na secagem, o processo foi outro. Escovei as madeixas cuidadosamente com o secador ligado. A minha pele lisa foi bem cuidada e depois pintada. Os cílios tão grandes que chegavam a deixar marcas nas lentes do óculos. No pescoço estava o cheiro de doces, os doces mais suaves.
Estava pronta. E linda.
Ele não me elogiou, mas me levou pra casa.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ano "novo"

Na tentativa de fazer um texto comemorativo, consegui um conto triste sem fim. Mas o ano não foi só isso. Morou em 2010, as lágrimas derramadas, merecidas e enxugadas. O álcool, as festas, os beijos e os abraços. A cintura que duas mãos fechavam, as pernas finas e o cabelo escuro. Blues, Folk, Raul, você, eu e eu. Os livros, os quadros e as fotos emolduradas. A angústia, a solidão, a felicidade, a amizade e a empolgação.
Em 2011... que more tudo novamente.

sábado, 20 de novembro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Hoje, diante deste leque de palhaços, sinto-me como se fosse o único ser humano no picadeiro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Respondeu-me

"Cheia de desejos -poucos deles realizados, olha para o mundo como se este fosse um parque de diversão. E se machuca ao notar que, na verdade, é um ranking. Fecha os olhos cedo demais e isso dificulta o abrir deles quando necessário. Esquece que os problemas de quem convive com você, às vezes, não são seus. Canta alto a felicidade sem nem mesmo ter começado a melodia. Sente em demasia, mas sua pouca fala cria confusão em cabeças alheias. Abraça as novidades sem preocupação alguma com o futuro.
Tome cuidado, anjo sensível. Não acho que deva aposentar o sistema límbico, apenas escute outras vozes."